domingo, 5 de abril de 2020

489.Mídia Perversa ou Cretina?



         Estou adoentado e sem computador, mas  sob incontrolável impulso de expressar-me sobre este presente momento político nacional, quando as hienas políticas avançam incontroladas, sem o mínimo sentimento de pejo, contra um Presidente da República que enfrenta o mais trágico episódio social brasileiro. o Covid-19, que talvez, na história nacional, apenas tenha a comparar-se-lhe a luta de Osvaldo Cruz contra a Revolta da Vacina no início do século passado.

         Com efeito, insiste essa mídia em desacreditar um Presidente que luta contra uma doença anti-social, anti-humana. O homem isolado embrutece, afirmam a Psicologia e a Neurologia. Torna-se o mais tenebroso dos animais. O homem isolado não produz, não cria, não progride, não se inventa. Inexiste. O homem isolado não cria as cidades, a Civilização, as Artes, os teatros, o cinema, a televisão, os desportos, a mídia, a ciência, o direito, a economia e até a religião.

         Inexiste atualmente remédio para o COVID-19. Dizem que não o teremos no prazo de um ano, enquanto vírus ceifa a vida de milhares de pessoas diariamente. A única defesa contra o coronavírus é o isolamento; Mas, o isolamento destrói, como vimos a sociedade, destrói a economia, a subsistência das pessoas, mata pela fome. E a fome é uma necessidade a ser   satisfeita também no dia a dia, várias vezes ao dia.

         O Presidente está sob a espada de Dâmocles do isolamento: ou se morre pelo COVID-19 sem isolamento, ou se morre pelo desabastecimento, pela destruição da economia, isolando.

Ora, ele tem o Ministério da Saúde, conduzido pelo Dr. Mandetta, cuja sábia direção a mídia vem elogiando insistentemente, porque implantou o isolamento, inequivocamente necessário. Mas, Dr. Mandetta só consegue implantar esse isolamento e alcançar os resultados almejados, graças ao heroísmo de um grupo de profissionais que aceitam o sacrifício de constituir significativo grupo de infectados para obter o bem coletivo de restringir o máximo possível o efeito mortífero social do coronavírus. E estes heróis da medicina só conseguem dedicar-se ao seu trabalho heroico, porque outros profissionais se encarregam de cuidar de seus filhos nos estabelecimentos educacionais ou em casa. Méritos para Dr. Mandetta, sem dúvida, Mas, igualmente méritos para o Presidente Jair Bolsonaro: o isolamento é política adotada pelo governo do Presidente Bolsonaro.

E quando o Presidente Jair Bolsonaro trata da Economia? Da subsistência das pessoas, da comida e dos remédios que todos nós, ricos, remediados e pobres, temos de comprar todos os dias? A riqueza da nação é o que ela produz. O que ela produz é o que as empresas produzem. A empresa é uma pessoa ou várias pessoas trabalhando em conjunto. Elas não podem parar. Parou, não há mais subsistência, não há mais comida nem remédio. Principalmente, na situação em que o Presidente Bolsonaro recebeu o País, depredado por um grupo de políticos e empresários corruptos que sugaram toda a renda nacional, deixando o país endividado, à beira da falência. E, estamos assistindo, todos os dias, a o dólar valorizar-se sobre o real, indício de que a poupança estrangeira e nacional, que pode emigrar,  deixa o País receosa do que o futuro lhe pode reservar... Não são muito longínquas no tempo as providências adotadas pelo governo Collor para resolver os problemas econômicos do Brasil.

         O problema da Economia não é só um problema futuro, como a mídia cretina o encara e a mídia perversa mistifica, ela é também um problema presente na imensa maioria do dia a dia dos milhões de pequenas e médias empresas do País, e seus trabalhadores, dos milhões de  trabalhadores autônomos, além dos milhões de assistidos da Previdência e da Assistência Social. Um dia de fome pode até não ser um dia de morte generalizada, mas pode ser o dia da explosão de uma revolta social, e, no mínimo, um dia de sofrimento generalizado e de afronta generalizada ao direito mais fundamental da Humanidade e da Constituição Brasileira.

         O Presidente Bolsonaro, com todo o seu estilo político militar, belicoso, reativo à atividade política reacionária do trabalhismo lulista, bem como de um socialismo marginalizante dos militares da política, tenta adotar a política correta, a política abrangente que evite, no presente, ambas as calamidades, a biológica do coronavírus e a econômica do abastecimento, e minore a futura, a da desaceleração da economia, a inevitável depressão econômica.


4 comentários:

  1. Prezado amigo Edgardo.
    Não sou especialista em coisa alguma. Ate as matérias que eu melhor desenvolvia foram superadas, no afastamento das lides profissionais. Tento matar a minha fome de conhecimento, comendo de tudo. Tornei-me um generalista. Digo isto, para me posicionar no amplo e diversificado campo de opiniões sobre a pandemia do novo corona virus.
    Primeiro, cada país é um caso: por sua dimensão, demografia, níveis sociais, economia e recursos de saude, etc. Alemanha é diferente. Italia é diferente, China é diferente. Segundo: Conhecidas essas distinções, parece haver evidência científica de que a formula "reclusao domiciliar. cuidados higiênicos e aplicação de testes de identificação de casos, para adequada triagem seletiva" é a mais recomendável e bem sucedida. Na medida do possivel é a que estamos tentando aplicar, aqui no Brasil, com sérias limitações, via Ministério da Saude do Governo Bolsonaro. Seu principal objetivo é evitar um pico forte na curva de casos. Quanto mais aguda(ingreme), levamos o sistema de saude ao caos. É uma questão de timing. Infelizmente, o cidadão Bolsonaro, vestido de presidente, trabalha contra as determinaçoes técnicas do seu Governo, abrindo os flancos para avaliações mesquinhas e ações deletérias, na opinião pública manipulada pela Mídia. Medidas corretas e tempestivas na Economia estão sendo desenvolvidas. Vamos esperar os resultados...

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  2. Se entendi o que acima li, o digno e estimado Diretor Aristófanesm aprova Bolsonaro na Economia, mas o desaprova na Saúde, porque manifesta opinião contrária à opinião do Ministro Mandetta. Mas, caro diretor, qual é a opinião que está sendo praticada pelo Governo Bolsonaro, a opinião do Presidente ou a opinião do Ministro? A mídia diz que o Ministro afirma que ´é a opinião dele. Então, entendo que, até o momento presente, a política da Saúde do Governo Bolsonaro é a política do isolamento, a política da OMS, a política que é aceita como correta.
    Edgardo Amorim Rego

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  3. Em primeiro lugar te desejo saúde, concordo contigo. A crise é singular em todas as historias. A questão é que a mídia nacional aproveita para se estabelecer como o quarto poder. Quiçá eles desejem ocupar o primeiro poder. A pandemia é um problema sério. Mas, se não existe remédios, não existe vacinas. Então, usa-se as estratégias utilizada por outro país que antes enfrentaram o problema. Porém, nada garante que o isolamento social é super importante. Até porque se não existe vacinas a literatura médica sugere que uma das estratégias seria o "auto teste", ou seja, se ficarmos isolado quem nos garante que teremos resistências e imunidades suficientes para vivermos novamente em sociedade. Afinal, a ciência médica já nos informa a muito tempo que o nosso organismo convive com inúmeros vírus, micróbios, etc. Por fim, não podemos esquecer que o clima no Brasil é tropical, quente. Ou seja, medidas adotadas em países do hemisfério Norte nem sempre será adequado nos países do hemisfério Sul. Fiquemos com Deus
    Cadé

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  4. Estimado Cadé
    Acabo de ler que a FAO alertou que o isolamento está destruindo a economia, que é convivência, e que o fracasso da economia será desastre mortífero maior que o do covid-19. FAO versus OMS? Não vejo assim. Precisa-se de harmonização. É o pensamento do belicoso e reagente Presidente Bolsonaro, que não é, todavia, um ente infalível. As hienas políticas continuam vivas e uivando...
    Edgardo Amorim Rego

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