sexta-feira, 28 de maio de 2021

525. O Atraso de Bolsonaro

             Fernando Henrique Cardoso reagiu à máxima (“Brasil acima de todos. Deus acima de tudo.”) que o Presidente Bolsonaro consagrou como resumo da orientação que pretende imprimir ao seu período de governo presidencial brasileiro, com uma palavra: “Atraso”.

            Entendemos que o cientista, ex-presidente do Brasil, se referia a regredir o Brasil num período multissecular, extenso de mais de dois mil anos, já que pretende governar o Brasil, na Era Moderna com mentalidade da Era Cristã.

Os evangelistas Lucas e Mateus disseram que Jesus ensinou a oração do Padre Nosso: “Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Maligno.”

Essa oração é oração paulina, oração que resume a concepção que Paulo de Tarso, judeu e cidadão romano, possuía do Mundo e da Vida. Essa concepção está repleta de irracionalidades, pensamentos que não resistem ao princípio da contradição, tais como um homem, Jesus, um judeu que foi julgado criminoso pelo seu povo, o povo judeu, e condenado à morte, é deus e criador do Universo!

Essa oração nos diz que existe um deus, ser absoluto e Pai amantíssimo, que tudo criou para manifestar a sua grandeza e riqueza, para sua glória!

 Assim, existem três reinos: o reino de Deus, o reino celeste, reino espiritual e eterno, o reino da Perfeição infinita, o reino da Verdade e do Bem; o reino terrestre da Humanidade, contaminada pelo vírus do mal, introduzido pelo pecado de Adão; e o reino do Maligno, o Inferno, local de sofrimentos infinitos, onde se padece o sofrimento infinito da ausência de Deus!

Ela também revela que o Maligno tenta persuadir o homem a não observar os mandamentos divinos, um dos outros inumeráveis mistérios que compõem a doutrina cristã católica.

 O reino terrestre terá um fim, que consistirá na fusão dele com o reino de Deus, após o Juízo final, quando Jesus voltará à Terra, para encerrar o reino terrestre, lugar e tempo de prova, para premiar quem na vida terrestre cumpriu os mandamentos divinos e castigar com pena eterna os que a eles não se sujeitaram (“Ele descerá de lá dos céus com suas milícias angélicas, em chamas de fogo para fazer justiça àqueles que não reconhecem a Deus e aos que não obedecem ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus. Terão como castigo a pena eterna, longe da face do Senhor e de sua suprema glória. Naquele dia ele virá e será a glória de seus santos e a admiração de todos os fieis e vossa também, porque crestes no testemunho que vos demos.” Tessalonissenses 2-1-7/16), conquanto tal fidelidade seja uma Graça divina, pura benevolência divina para alguns dos homens (“Com esse pensamento rezamos sem cessar por vós, para que vosso Deus vos faça dignos de sua vocação e com poder cumpra toda a sua vontade para o bem e a obra de vossa fé. Para que seja glorificado o nome de Nosso Senhor Jesus em vós e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.” Ibidem-11/12). Essa graça Deus reserva, todavia, para poucas pessoas (“Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” Mateus 22-14).  

Nada obstante, Jesus preocupa-se com a satisfação das necessidades da subsistência, da vida terrena. E como tudo é feito e doado ao homem por deus, ele inclui na oração a petição da dádiva dos bens de subsistência (“O pão nosso de cada dia nos dai hoje.”). Ingressam na oração como meio provedor de vida, não como elemento constitutivo da felicidade, pois esta somente se goza no reino de Deus, como dádiva divina eterna aos poucos escolhidos por Deus para viver honestamente no reino terreno, o período de provação, segundo os seus mandamentos.

A oração do Pai Nosso, pois, coloca a felicidade humana na outra vida e no outro reino, o reino de Deus, após a morte. Os bens materiais não integram as condições e fatores que produzem a felicidade humana. A felicidade humana é resultado de um estado mental, a contemplação de deus, doação de Deus, inteiramente graciosa, não resultante de mérito algum, totalmente graciosa, como explicou Jesus, a pedido dos discípulos, no sermão das Bem-aventuranças: Bem-aventurados os pobres de espírito,( o homem é a incapacidade, tudo deve a deus, até sua capacidade); os que choram (quem sofre e procura em Deus a força de suportar o sofrimento alcança o consolo nesta vida e a felicidade na vida eterna); os  mansos (os que  não sentem o ímpeto de reagir com violência à violência alheia, porque sabem que somente de Deus vem que são o que são); os que têm fome e sede de justiça (a felicidade não é o gozo de bens materiais , mas da vida em conformidade com a vontade divina, que, justo, confere a cada um o conforto de vida segundo o critério de sua Justiça, ainda nesta vida terrena, mas plenamente na vida eterna); os misericordiosos; os puros de coração (os que possuem personalidade pura, o íntimo da personalidade, do eu, desse feixe de pensamentos, emoções e motivações, é puro, sem defeito, sem maldade); os pacificadores; os que sofrem perseguição por causa da justiça (do comportamento honesto);  quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa; exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus.     

Mil anos transcorridos, um monge compõe, inspirado nessas ideias, a oração da Salve Rainha, a terceira mais rezada oração pelos cristãos católicos romanos: “Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre. Ó clemente! ó piedosa! ó doce sempre Virgem Maria! Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.”

O homem é um ser degradado, intrinsecamente mau, corroída a sua natureza pela herança da culpa de Adão e Eva. Seus pensamentos, emoções e desejos de vida terrena confortável, prazerosa e alegre, tudo que hoje a Psicologia ensina como produção do sistema nervoso sob influência das condições vividas pelo organismo humano, são ilusões provocadas pelo Maligno, que insiste em tentar fazer abortar o plano divino da criação, a glorificação de Deus.

Essa mentalidade criou os eremitas dos primeiros tempos do cristianismo e os monges das abadias e conventos da Idade Média. Estes passavam a vida orando diante do ostensório da hóstia consagrada, o corpo real de deus, Jesus Cristo, na expectativa de serem incluídos no restrito grupo dos escolhidos para habitar o Reino dos Ceus.  

Bem diversa é a concepção que o homem moderno alimenta com relação à existência e à vida. Ele tem consciência de que existe e vive no planeta Terra, um astro do sistema solar. O sistema solar faz parte do Universo, que é o conjunto de todos os seres existentes. O Universo é caracterizado pela multiplicidade e transitoriedade dos seres que o compõem. O Universo se acha em permanente transformação segundo determinadas leis. Tudo começa e tudo acaba. Tudo é devir.

O Homem percebe-se como ser vivo e dominante na superfície terrestre. Essa predominância se deve à riqueza da sua vida mental, dotada de racionalidade, emotividade, sensibilidade, necessidade e atividade que lhe proporciona amplas condições de conseguir a sobrevivência própria individual e da espécie.

O homem é um ser silvestre, brotou da selva, mas não quer viver na selva.  Ele quer conforto e a satisfação de todas as suas necessidades. O homem moderno não mais entende a felicidade nem mesmo como o poeta romano Virgílio: “Feliz é o homem que compreende a existência e domina todas as suas angústias, a inevitabilidade do destino e a tragédia da morte.” Ele pretensiosamente tenta até mesmo conseguir eximir-se da lei da finitude. A felicidade na Terra é tentativa consciente ou inconsciente de todos os indivíduos humanos, até dos suicidas, num gesto de violenta e irracional tentativa de consegui-la.

A felicidade nestes tempos da Era moderna é concebida como um estado de vida terrena que um cidadão romano, há dois mil e poucos anos, deixou descrita numa gravação no piso de um anfiteatro e um boêmio do povo no século passado reescreveu num depósito de lixo de Montmartre: “amar, comer, beber e cantar, isso é ser feliz.” E a genial loucura de Nietzsche reconhece a laicidade da Era Moderna, que recoloca a felicidade na vida terrena. 

Com muito mais precisão e sabedoria, Epicuro sintetizou a ideia fundamental da civilização da Era moderna: “(A felicidade é uma vida) sem dor no corpo e sem angústia na alma.” A felicidade é estado de vida na existência terrena, que consiste na satisfação de todas as necessidades humanas, materiais e mentais.

14 comentários:

  1. Dr. Edgardo,

    O blog do Dr. Medeiros deve fechar as portas a partir de 1/06 e o blog da pensionista Rosalina igualmente deve ser descontinuado; o blog do Professor Ari está suspenso temporariamente, devido o Professor Ari ter "baixado enfermaria". Portanto, parece que último bastião dos interesses dos aposentados e pensionistas do BB - PREVI - CASSI é o seu blog. Assim, nesta data gostaríamos de parabenizá-lo por manter a "chama acesa".

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  2. Dr. Edgardo,

    Adicionalmente, gostaríamos de alertá-lo que os interesses dos associados do PREVI podem neste exato momento estarem sendo prejudicados. Neste sentido, estamos em via de concluir trabalho de dezenas de anos em que sustentamos que o fundo de pensão e a Bolsa de Valores são duas instituições sociais que devem ser extintas pois são prejudiciais a maioria esmagadora dos participantes de ambas estas instituições. No entanto, parece-nós que quanto mais cedo os associados do PREVI perceberem que o navio em que navegam é o Titanic, melhor será para os interesses dos próprios associados de tal fundo de pensão. Entretanto, a única maneira dos associados do PREVI se defenderem é pelo conhecimento dos problemas. Entretanto, a maneira única para conhecimento dos problemas é por meio da divulgação. Portanto, para divulgarmos é necessário que o seu blog permaneça ativo. Este é o pedido que lhe fazemos nesta data!

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  3. Dr. Edgardo,

    Ademais, concluí trabalho técnico inovador e criativo em que demonstro que algumas instituições sociais (Bolsa de Valores, Fundo de pensão) devem ser extintas, pois são prejudiciais para a maioria esmagadora da população. Tais instituições sociais devem ser extintas devido à transferência de riquezas que estas provocam por meio da centralização financeira e/ou concentração financeira.

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  4. Estimado Trader Anônimo
    Tenho 95 anos. Minha vida está por um fio. Este blog tem os dias contados, embora seja incerta a data de seu encerramento.
    Afirmar que a Previdência Social é prejudicial para a maioria da população parece-me injustificável. Sempre defendi que Previdência social é um seguro de vida especial. O seguro é uma instituição financeira com séculos de sucesso. O importante é seguir as normas secularmente bem sucedidas.
    Edgardo

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  5. Estimado Dr. Edgardo,

    Inicialmente, muito obrigado por permitir colar em seu blog o reclame acima. Em segundo lugar, muito obrigado por responder ao mesmo. Adicionalmente, sua vida como funcionário do BB foi ríquissima e o Senhor possui uma enorme experiência. Ademais, o carinho com que o Senhor me trata me deixa muito feliz. Prosseguindo, temos duas espécies de Previdência: Repartição e Capitalização. O fundo de pensão é um tipo de Previdência por Capitalização. Entretanto, o fundo de pensão é apenas um esquema de pirâmides financeiras. Ademais, o verdadeiro dono do fundo de pensão é quem detém o PODER DE ALOCAÇÃO. Não ganho nada fazendo tal afirmação. Entretanto, igualmente nada perco. Quem pode se beneficiar de tal afirmação são apenas os associados do Previ. Aliás, ninguém vai perder nada. Simplesmente, àqueles que detém o PODER DE ALOCAÇÃO vão deixar de ganhar. Vão perder sua boquinha. Para enriquecer a discussão considere um grande economista francês e um outro grande economista francês que é trader. Quem possui mais energia? Naturalmente, é o segundo. Prosseguindo, demonstramos que os títulos de Vale e Petrobras valem zero. Entretanto, alguns colegas de blog acham que vale R$ 50 bi a participação do Previ na Vale. Quanta inocência? Aliás, tal participação já valeu muitas vezes mais... Entretanto, a característica das pirâmides financeiras são apenas duas: transferência de riquezas e limitação temporal. Tais características é que causam a diminuição no preço de mercado ao longo do tempo. Naturalmente, não posso aqui demonstrar que o valor dos títulos de Vale e Petrobras é zero atualmente. Fica a dúvida! Acreditar no trader?

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  6. Errata:

    "Aliás, ninguém vai perder nada"

    Não é bem isto que pretendi dizer. Enquanto, o fundo de pensão existir os associados deste continuam a perder. Fundo de pensão não é fim; é meio..

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  7. Dr. Edgardo,

    "Afirmar que a Previdência Social é prejudicial para a maioria da população parece-me injustificável."

    Talvez seja interessante uma reflexão sobre o que vem a ser pensamento aparente e verdadeiro:

    Every man has the natural and inherent power to think what he wants to think, but it requires far more effort to do so than it does to think the thoughts which are suggested by appearances. To think according to appearance is easy; to think truth regardless of appearances is laborious, and requires the expenditure of more power than any other work man is called upon to perform.

    There is no labor from which most people shrink as they do from that of sustained and consecutive thought; it is the hardest work in the world. This is especially true when truth is contrary to appearances. Every appearance in the visible world tends to produce a corresponding form in the mind which observes it; and this can only be prevented by holding the thought of the TRUTH.


    Traduzindo pelo Google:

    Todo homem tem o poder natural e inerente de pensar o que quiser, mas isso requer muito mais esforço do que pensar os pensamentos sugeridos pelas aparências. Pensar de acordo com a aparência é fácil; pensar a verdade, independentemente das aparências, é trabalhoso e requer mais poder do que qualquer outra obra que o homem seja chamado a realizar.

    Não há trabalho do qual a maioria das pessoas recue como o fazem do pensamento contínuo e contínuo; é o trabalho mais difícil do mundo. Isso é especialmente verdadeiro quando a verdade é contrária às aparências. Cada aparência no mundo visível tende a produzir uma forma correspondente na mente que a observa; e isso só pode ser evitado mantendo o pensamento da VERDADE.

    Extraído de The science of getting rich; Wallace D. Wattles.

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  8. Nesta data, colamos em nosso blog "bolsafurada.blogspot.com" os textos A.1, A.2,
    A.3, A.4, A.5, A.6, A.7, A.8.

    2.1. Para que serve o hodierno
    capitalismo bursátil?

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  9. Texto A.7

    (continuação do A.6)


    [...]

    Em síntese, não nos parece
    equivocado sustentarmos que a
    dependência mútua, ocultada de
    vista pelos efeitos da
    concorrência é o principal
    indício de que o “hodierno
    capitalismo bursátil” se equipara
    a uma “conspiração”. Ademais,
    esta última afirmação está em
    sintonia com a afirmação feita
    nas partes iniciais do presente
    subitem, qual seja: o “hodierno
    capitalismo bursátil” não serve
    para avaliar os títulos bursateis.

    Em síntese, a mais-valia obtida é
    uma das duas faces de uma
    mesma moeda onde encontramos
    na outra face à dependência
    mútua. Em outros termos, a
    obtenção desta mais-valia está
    diretamente relacionada com o
    compromisso implícito por parte
    da comunidade financeira como
    um todo de manter a totalidade
    dos títulos no longo prazo. Tal
    dependência mútua claramente
    diferencia os mercados
    financeiros dos mercados
    comuns, como antes vimos.

    Entretanto, ao associarmos “a
    dependência mútua que
    claramente diferencia os
    mercados financeiros dos
    mercados comuns”, com a
    “ineficiência dos mercados
    bursateis”, antes mencionada, a
    hipótese que estamos
    sustentando de que o “hodierno
    capitalismo bursátil” se equipara
    a uma “conspiração” é reforçada.

    Em outros termos, a
    “dependência mútua viabiliza
    uma “ineficiência do mercado”.
    Igualmente, a hipótese de que o
    “hodierno capitalismo bursátil se
    equipara a uma pirâmide
    financeira é fortalecida, pois a
    possível diferença entre o preço
    e o valor significa que alguém
    está pagando hoje um preço de
    mercado diferente do valor
    fundamental que será conhecido
    apenas a posteriori, como
    veremos ao longo do presente
    trabalho.

    Em síntese, no presente subitem
    inicialmente sustentamos que o
    “hodierno capitalismo bursátil”
    não serve para avaliar os títulos
    bursateis. Em seguida,
    apresentamos o conceito de
    “mais-valia” e discorremos sobre
    a “dinâmica que leva o preço a
    viver sua própria vida, a evoluir
    independentemente de seu
    valor”. Ademais, afirmamos que
    a causa essencial do surgimento
    de “bolhas especulativas” em
    Bolsa de Valores é conseqüência
    do relacionamento perverso
    existente entre a obtenção de
    uma “mais-valia” por alguns
    poucos participantes do mercado
    e da “dinâmica que leva o preço
    de mercado a viver sua própria
    vida e a evoluir
    independentemente de seu
    valor”. Em seguida, observamos
    que os mercados bursateis são
    mercados ineficientes. Logo
    após, sustentamos que o
    “hodierno capitalismo bursátil”
    se equipara a uma conspiração.
    Por seu turno, ao associarmos o
    “hodierno capitalismo bursátil”
    ser equiparado tanto a uma
    conspiração, quanto a um
    mercado ineficiente, não nos
    parece equivocado sustentarmos
    que o “hodierno capitalismo
    bursátil” pode ser equiparado a
    um “jogo de cartas marcadas”.
    Por fim, mas não menos
    importante, ao equiparamos o
    “hodierno capitalismo bursátil” a
    uma “pirâmide financeira”
    sustentamos que este tem um
    tempo de vida limitado.

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  10. Texto A.8

    Ademais, doravante iremos
    sustentar que a “mais-valia”
    passou a ser obtida de forma
    sistemática e recorrente por
    determinados participantes do
    mercado por meio de uma
    “dinâmica que leva o preço a
    viver sua própria vida, a evoluir
    independentemente de seu
    valor”. Entretanto, tal obtenção
    de uma mais-valia de forma
    sistemática e recorrente viabiliza
    uma transferência de riquezas
    igualmente de forma sistemática
    e recorrente, por alguns poucos
    participantes do mercado, como
    iremos demonstrar ao longo do
    presente trabalho. Por seu turno,
    não nos parece equivocado
    sustentarmos que a obtenção
    desta mais-valia de forma
    sistemática e recorrente, por
    alguns poucos participantes do
    mercado, é mais um indício de
    que o “hodierno capitalismo
    bursátil” se equipara a uma
    conspiração.

    Adicionalmente, antes vimos que
    o economista francês, André
    Orléan, sustenta que “[...] o
    poder do mercado de ações tem
    outras fontes além do
    financiamento da acumulação.”
    (28)

    Entretanto, antes dissemos que a
    mais-valia é uma dessas outras
    fontes do poder do mercado de
    ações. Doravante, iremos
    sustentar que a mais-valia é não
    apenas uma destas “outras fontes
    de poder do mercado de ações,
    mas indiscutivelmente é a mais
    importante destas fontes.

    Não obstante, antes de fazermos
    tal sustentação, necessitamos
    conhecer a origem do surgimento
    das “bolhas especulativas” em
    Bolsas de Valores.

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Dr. Edgardo, colegas de chat,

    2.1. Para que serve o hodierno
    capitalismo bursátil?

    Sobre o tema acima colamos em nosso blog "bolsafurada.blogspot.com" em 01/06/2021 os seguintes textos: A.1, A.2, A.3, A.4, A.5, A.6, A.7, A.8.

    2.2. “Duas hipóteses sobre a origem do surgimento das bolhas especulativas em Bolsa de Valores”

    Sobre o tema acima colamos em nosso blog "bolsafurada.blogspot.com" em 02/06/2021 os seguintes textos:

    A.9, A.10, A.11, A.12, A.13.

    Sobre o tema acima colamos em nosso blog "bolsafurada.blogspot.com" em 03/06/2021 os seguintes textos:

    A.14, A.15.

    3. Os beneficiários do “hodierno capitalismo bursátil” e dos fundos de pensão: “determinado capital financeiro” e os “proprietários MATERIAIS da poupança concentrada coletiva”

    3.1. “Determinado capital financeiro”

    Sobre o tema acima colamos em nosso blog "bolsafurada.blogspot.com" em 03/06/2021 os seguintes textos:

    B.1, B.2, B.3, B.4, B.5, B.6, B.7.


    Como visualizar tais textos?

    Entre no endereço "bolsafurada.blogspot.com". Em seguida, clique em "Comentários". Finalmente, ache os textos por meio da barra de rolagem.

    Acreditamos que o conhecimento e entendimento da inteligência contida nos referidos textos e de outros que serão colados posteriormente é de extrema importância para a sobrevivência financeira dos aposentados, pensionistas, ativos e dependentes de um fundo de pensão que aplica em ações

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  13. Texto C.1

    Blogger Miro disse...

    Nosso futuro outrora prometido com uma velhice segura e amparada. Eis o plano maquiavélico:

    https://www.redebrasilatual.com. br/blogs/blog-na- rede/2021/06/governo-quer-tirar- trabalhadores-dos-fundos-de- pensao-e-transferir-patrimonio- aos-bancos/

    junho 07, 2021 4:15 PM

    - Miro, colegas de blog,

    Sobre a notícia em comento pedimos vênia para discordar da opinião do distinto colega. Diferentemente, da opinião do colega acreditamos que a notícia em comento é um avanço, embora pequeno. Neste sentido, o título da notícia, “transferência do patrimônio aos bancos”, caso venha a ser implementado, vai trazer consigo concorrência, o que inequivocamente é benéfico para os associados de um fundo de pensão.

    Por outro lado, a hipótese de que o “hodierno capitalismo bursátil” seja um simples meio de transferência de riquezas que são materializadas por meio de um misto dos fenômenos de concentração financeira e centralização financeira, conforme iremos doravante demonstrar. Neste sentido, inicialmente nos permitem compreender tal sustentação os seguintes fragmentos de texto encontrados na literatura técnica:

    [...] Na história do capital, a expropriação dos meios de produção permitiu que se desse curso ao processo de subsunção real do trabalho, isto é, a subordinação do processo de trabalho ao capital, permitindo a criação de valor por intermédio da exploração da força de trabalho. À medida que o capitalismo avançou, o movimento da concorrência intercapitalista operou um processo de concentração e centralização* do capital que, conjuntamente a outras mudanças de natureza sociopolítica, deu surgimento à indústria moderna (PAULO NETTO; BRAZ, 2006). (9)

    * Pinto (1997) assevera que há na doutrina uma grande confusão entre esses dois termos que devem ser entendidos como movimentos separados. Apresenta a concentração de capitais como um aumento da composição orgânica do capital e a centralização como uma expropriação dos capitais individuais por outros capitalistas, de modo que poderia haver a ocorrência desse processo sem aquele, em
    que pese ao fato de não ser uma prática comum. (9)

    Neste sentido, iremos sustentar doravante que as instituições sociais conhecidas como “hodierno capitalismo bursátil” e fundo de pensão possuem 4 (quatro) características em comum: “conspiração”, “pirâmide financeira”, “manipulação” e “oligopólio” (instituições sociais altamente hierarquizadas).

    Adicionalmente, gostaríamos aqui de observar que as primeiras duas características em comum de tais instituições sociais, quais sejam, da “conspiração” e “da pirâmide financeira”, nitidamente estão ligadas ao tempo. Em outros termos são instituições sociais que tem um tempo de vida limitado, como adiante veremos. Consequentemente, tais instituições tendem a deixar de existir.

    Em primeiro lugar, por meio da leitura e interpretação dos seguintes fragmentos de texto encontrados na literatura técnica iremos demonstrar a existência tanto no “hodierno capitalismo bursátil” quanto no “fundo de pensão”, respectivamente, as características em comum de “conspiração” e “pirâmide financeira”:

    [...] The market, considered as a whole, cannot dispose of a security. [...] This is what I have called “the liquidity paradox”, namely, that the individual liberty to sell a security whenever one pleases exists only by virtue of an implicit commitment on the part of the financial community as a whole to hold on to the totality of securities over the long term. Yet this mutual dependence, which clearly sets financial markets apart from ordinary markets, is concealed from view by the effects of competition. (18)

    - Pensionista Rosalina, colegas de blog,

    Continuando o tema acima colamos em nosso blog "bolsafurada.blogspot.com" em 11/06/2021 os seguintes textos:

    C.2, C.3, C.4, C.5, C.6, C.7, C.8, C.9.


    Como visualizar tais textos?

    Entre no endereço "bolsafurada.blogspot.com". Em seguida, clique em "Comentários". Finalmente, ache os textos por meio da barra de rolagem.

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  14. ARISTOPHANES DISSE HÁ 2 DIAS...

    "Coisa que se tornou evidente, com a adoção do limite de 200.000. Deu com uma mão, e tirou com a outra.
    O que mais decepciona, entretanto, é a alegação, nem sempre explicitada, de que o ônus
    de um longo ´prazo é maior, mesmo quando exercitado o oneroso FQM."

    Alerto que minha exposição será resumida e também áspera.
    Afinal, os vigias do CD decidem se levam o comentário à Diretoria.

    HÁ MUITO FINDOU O TEMPO EM QUE A PALAVRA OU O FIO DE BIGODE ERAM HONRADOS.

    Honra e honestidade eram as premissas para QUALQUER CIDADÃO INGRESSAR em CARGOS PÚBLICOS, por Concurso Público, inclusive o BB.

    Muito longe disso estão os Congressistas(Apimentados), funcionários da Secretaria de Previdência Complementar,. funcionários do BB, PREVI, PREVIC que legislaram em CAUSA PRÓPRIA, legitimando BET BB 7,5 bi, Benefícios SEM TETO, etc.

    E a farra continua... sai Diretor(entra outro felizardo) do BB, CASSI, PREVI, com bônus de 500k ao ano, BD Previ 60k, etc.

    HÁ MUITO PERDEU-SE também o conceito de BOA-FÉ, especialmente no tratamento do DB-PB1 em relação à transparência efetiva sobre Superavit, ES, etc., ESPECIALMENTE PELO NÃO CUMPRIMENTO DA TAC-PREVIC, até hoje sem explicação (BD SEM TETO GERA DÍZIMO A ALGUÉM?)

    As recentes medidas de SUSPENSÃO DE PARCELAS e elevação do TETO 200K, deixou dúvidas sobre a boa-fé do CD e Diretor de Seguridade.

    É notória a intenção obscura da SUSPENSÃO DE PARCELAS e posterior elevação do TETO para 200k em menos de 1 mês.

    AGORA ENTRA QUESTIONAMENTO DA BOA-FÉ, que você leitor ou Diretor, vai decidir e aplicar ao fato:

    1 - BOA-FÉ
    2 - MÁ-FÉ
    ...
    3 - MÁ-FÉ OBJETIVA
    4 - BOA-FÉ OBJETIVA

    Tratando-se de CARGO PÚBLICO ou EQUIPARADO, espera-se sempre a ÚLTIMA HIPÓTESE.

    Você decide qual hipótese cabe ao fato da SUSPENSÃO DE PARCELAS DO ES 1 mês antes da elevação do TETO, suspensão essa que inviabilizou renovações por TER CONSUMIDO A MARGEM antes disponível da MC-30%

    Senhores do CD, apenas com informação detalhada do cálculo da MC30% e discriminação de cada verba e percentuais utilizados será possível desconstruir minhas considerações.

    Aguardo e sugiro que os experts Gohst e Trader se aventurem no tema.

    ABRAÇO
    Tomem Vacina Pfizer, Jansen, as Americanas
    - porque a Oxford levou um colega nosso, vizinho de portão.
    - Coronavac 45%, Oxford 75% e derruba muitos.
    - que o diga a filha da Fernanda M.


    Ass.

    MAUS

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